terça-feira, 26 de março de 2019

Vice SuperLocka (Dieta de Esquilo )

Ya, título de cegueira. Se me apetecer depois explico. Mas pra já:
- Bock
- Vice News
- O óbvio, mas não o mais óbvio
Este óbvio que vem da relação adquirida através do óbvio e pouco óbvio. Bué de nicens.

Olho em volta para ver se alguém percebe quão chocado estou com esta situação de vida. Irmandade, paternidade, maternidade e isso tudo. (o Duque não quer saber) Paro na conversa de lembranças, cevada oferecida e ouvidos abertos moucos. Paro no alfabeto do caos ordenado, piadas de quinto ano e no cigarro. Paro no caudal a fluir por um caminho não esperado, numa espera sem cábulas. Paro na fluidez que advém, paro num fluke. Paro no fluke. E fico, porque o que é um fluxo contínuo no mar, a água vem de outro ou de um rio. Uma gota de sumo num lago é bastante, quando comparamos com o mar. Mas se o sunquick não fosse solúvel na água salgada, ao ir à praia, só levávamos com algas, mas não com o sumo que sabemos lá estar. Como a poluição no ar, ignoramos muito o geral que acaba por muitas vezes ser específico. Quando escreves o título ainda no início do pensamento, T9 no fundo, 8D muda a linha. Assim como o abrir a barragem. Quando o objetivo é o esperado mas a descoberta faz crescer e saber mais. O achar saber o que se vê e sente, muitas vezes não é representativo da realidade, assim como não é o momento. Porque o sumo da vida se resume a esses momentos, embora inesperados, sempre cientes da sua existência. Perceber melhor. O eu, o tu, o eles, o nós, o vós e aqueles. Perder a perspetiva do esperado e objetivado, para realementeo alcançar. Indo malandra, como dizia o outro, repara que o Berto e o Ricki, muda a perspetiva.
E para me o lava-pés e o tropeço do telhado, ajudado por toda uma incógnita do  não saber. E assim arrumo o alfabeto trocando pelo sistema de 5 linhas.

segunda-feira, 25 de março de 2019

Mousse de arroz

Relações em dúvida, confianças dadas postas em causa. Algo que me apoquenta. Andamos todos muito distanciados do que é a verdade das pessoas. Do que é cada um, do que cada um quer, como cada um age. Muitas vezes um anjo não o é, mas apesar de tudo continua a achar que é o ar que respiro. Ajudam, muito, e até parece pureza de atitude, mas lá no fundo sei que não. Mas forço-me a acreditar que sim, porque é bonito, porque é bom, é ótimo alguém se preocupar realmente connosco. Mas quem é que se preocupa mais no nosso sucesso? É quem nos ajuda no momento em que nós pedimos e depois liga para ver se está tudo bem ou é quem pergunta "porque te pês a jeito?" e liga a dar na cabeça e a pedir para não te pores a jeito? Quem se preocupa mais? Se formos pelo lado de que cada um faz por si, cada um vai sempre procurar o que é melhor para si e para os seus, que acredito piamente que é o que todos devemos fazer, qual deles é mais correto? O que é ser correto? Não dá pra saber. Qual é mais genuino? Não dá pra saber. E porquê? Porque não dá pra distinguir. Porque achamos que que sabemos mas mais coisas põe isso em causa. Todos temos costas, o mundo tem muita gente pra falar nelas e muitas coisas sabemos sem serem "suposto" sabermos. Mas  na verdade qual das preocupações é a mais genuina no sentido de "amor", querer o bem estar? Não conseguimos saber, porque simplesmente não dá. Então porque é que o procuramos? Porque é que damos a nós próprios oportunidades para falhar? Estudar todo pardal para um teste relativamente importante, no próprio dia, estar na dúvida para com uma relação, ficar a fazer de vela num momento que sabemos que não o devíamos estar a fazer. O momento de pausa para cigarro isso é que é importante, o nosso tempo, o tempo de pausa. E se pensarmos no nosso tempo, nas nossas atitudes, quais é que são realmente de amor, as racionais ou as emocionais? O afastar de uma pessoa boa para nós porque lhe fazemos mal ou afastarmo-nos de alguém que achamos que nos faz bem, porque até faz mas até pode não ser bem assim? Qual é que é o mais correto? Qual é que dói mais? Sermos nós a forçar o afastamento desse bem estar ou o bem estar ser falso? Será que o falso é verdadeiro? Ou pode-o ser? Até porque eu próprio já estive em posições em que duvidei do meu "amor" por uma pessoa, por várias até, mas confiei em mim próprio, nos meus sentidos e, por paneleirice, sentimentos. Mas o que acontece quando eles não nos dão resposta alguma? Quando sentir é forçado e temos de dar um espetáculo à sociedade como quem não preparou uma apresentação de português do 10º ano mas precisamos daquele 15 manhoso para ninguém se preocupar porque é só peso que coloca em nós mesmos, o que se faz aí, qual é o passo seguinte? Ou não o há?
Daqui todas as questões sobre relações, sejam de que tipo forem, mas mais importante, dos que nos estão mais próximos e por quem queremos fazer muito, porque acreditamos que temos de nos dar aos outros. E respondendo à questão, ponho-me a jeito porque não o sei de outra forma. Isto apenas neste momento, porque não sei até que ponto tenho consciência do todo, pelo menos do meu todo, porque é o que mais duvido. Se me conheço a mim, se consigo conhecer os outros, porque são certezas que já tive, mas já não habitam nas didascálias do teatro que parece a vida que vejo passar em frente dos meus olhos.

quinta-feira, 21 de março de 2019

Vida, Deus e Sopa de um Brasileiro

Vida, Deus e Sopa, uma ótima combinação para um bom texto. Claramente uma merece mais explicação que as outras, no entanto vai ser a única que vai ser usada tanto como metáfora como objeto de estudo. Começando pelo início, a vida. Algo tão "fácil" que é só seguir em frente, é só andar, mais um dia, mais uma voltinha. Mas realmente, o dia a dia é fácil, é brincadeira de meninos. O conteúdo, o suminho que se tira é que é complicado, porque um dia não significa nada numa vida que é grande, quando chega a noite, quando chega a hora de relaxar e descontrair, há muita pressão para trazer o suminho. O problema é realmente que eu adoro bolos, todos adoramos, mas muitos não se apercebem que um chazinho ou um suminho ajuda mais a engolir as coisas dificeis da vida. Deus, que nalguns momentos a vida nos mostra que se calhar não é bem assim, falando tanto da existencia como a não existência desta divindade. Teste de fé para uns, iluminações para outros. Mas quando um brasileiro para à tua beira mesmo no momento em que alguém diz com muito carinho "porque é que te pões a jeito?" e a conversa desenvolve para o sentir em casa, para o fazer a nossa própria sopa, porque o gajo queria plantar nabos na quinta e fazer sopinha, porque sopa é a comida que acaba por representar o estar em casa. E isto numa noite em que tudo corre mal, uma falta de noção que é percebida por alguém como uma verdade, uma iluminação vinda do nada causa uma dúvida nos momentos certos, relações são estreitadas, outras postas em dúvida, algumas de tal maneira que que fazem duvidar do conhecimento que podemos ter sobre os outros, principalmente quando dependemos bastante disso para o dia a dia, a perceçãp, o perceber as pessoas e as intenções, para lidar com isso da melhor maneira possível para nós mas que acabamos por fechar os olhos às consequências por essas intenções, pelo que os outros querem. E nisto ser culpado, não conscientemente por nós mesmos, mas pelos que sofreram porque não tomámos atenção, que só quisemos sempre ajudar, quando tentamos porque tomámos a atenção suficiente, avisamos a tempo, mas mesmo assim o sofrimento ou maus resultados acontecem na mesma, começamos a ponderar qual é realemente a sopa que nós como indivíduos podemos fazer para nós e para os outros, que suminho é que conseguimos tirar para poder realmente aproveitar os bolos da vida. É.
Não querendo dar gaspi nem mandar knowledge, só mesmo conhecimento e dúvidas para nínguém ler.