Relações em dúvida, confianças dadas postas em causa. Algo que me apoquenta. Andamos todos muito distanciados do que é a verdade das pessoas. Do que é cada um, do que cada um quer, como cada um age. Muitas vezes um anjo não o é, mas apesar de tudo continua a achar que é o ar que respiro. Ajudam, muito, e até parece pureza de atitude, mas lá no fundo sei que não. Mas forço-me a acreditar que sim, porque é bonito, porque é bom, é ótimo alguém se preocupar realmente connosco. Mas quem é que se preocupa mais no nosso sucesso? É quem nos ajuda no momento em que nós pedimos e depois liga para ver se está tudo bem ou é quem pergunta "porque te pês a jeito?" e liga a dar na cabeça e a pedir para não te pores a jeito? Quem se preocupa mais? Se formos pelo lado de que cada um faz por si, cada um vai sempre procurar o que é melhor para si e para os seus, que acredito piamente que é o que todos devemos fazer, qual deles é mais correto? O que é ser correto? Não dá pra saber. Qual é mais genuino? Não dá pra saber. E porquê? Porque não dá pra distinguir. Porque achamos que que sabemos mas mais coisas põe isso em causa. Todos temos costas, o mundo tem muita gente pra falar nelas e muitas coisas sabemos sem serem "suposto" sabermos. Mas na verdade qual das preocupações é a mais genuina no sentido de "amor", querer o bem estar? Não conseguimos saber, porque simplesmente não dá. Então porque é que o procuramos? Porque é que damos a nós próprios oportunidades para falhar? Estudar todo pardal para um teste relativamente importante, no próprio dia, estar na dúvida para com uma relação, ficar a fazer de vela num momento que sabemos que não o devíamos estar a fazer. O momento de pausa para cigarro isso é que é importante, o nosso tempo, o tempo de pausa. E se pensarmos no nosso tempo, nas nossas atitudes, quais é que são realmente de amor, as racionais ou as emocionais? O afastar de uma pessoa boa para nós porque lhe fazemos mal ou afastarmo-nos de alguém que achamos que nos faz bem, porque até faz mas até pode não ser bem assim? Qual é que é o mais correto? Qual é que dói mais? Sermos nós a forçar o afastamento desse bem estar ou o bem estar ser falso? Será que o falso é verdadeiro? Ou pode-o ser? Até porque eu próprio já estive em posições em que duvidei do meu "amor" por uma pessoa, por várias até, mas confiei em mim próprio, nos meus sentidos e, por paneleirice, sentimentos. Mas o que acontece quando eles não nos dão resposta alguma? Quando sentir é forçado e temos de dar um espetáculo à sociedade como quem não preparou uma apresentação de português do 10º ano mas precisamos daquele 15 manhoso para ninguém se preocupar porque é só peso que coloca em nós mesmos, o que se faz aí, qual é o passo seguinte? Ou não o há?
Daqui todas as questões sobre relações, sejam de que tipo forem, mas mais importante, dos que nos estão mais próximos e por quem queremos fazer muito, porque acreditamos que temos de nos dar aos outros. E respondendo à questão, ponho-me a jeito porque não o sei de outra forma. Isto apenas neste momento, porque não sei até que ponto tenho consciência do todo, pelo menos do meu todo, porque é o que mais duvido. Se me conheço a mim, se consigo conhecer os outros, porque são certezas que já tive, mas já não habitam nas didascálias do teatro que parece a vida que vejo passar em frente dos meus olhos.