Mais uma vez, dúvidas. Até dar com uum pau, como sempre. Mais do mesmo, mas cada vez mais dentro, mais profundo, cada vez mais fazem pensar. E muitas vezes não pensar acaba por fazer o melhor. Não consigo processar algumas coisas que aconteceram, umas porque penso nelas, outras porque não pensei e deixei acontecer. Aprender devagar a deixar a luta para o ringue e não para a cabeça. Mas o que fazer se continuam a aparecer vislumbres de uma vida antiga, do mal a surgir do bem, as melhores pessoas a fazerem o pior, o bom a surgir do mau e não acreditar nessa possibilidade. Alguém que faz das piores coisas que conhecemos, o maior mal que já vimos na vida, mesmo à nossa frente... Como ultrapassar isso? Ver alguém próximo a sofrer ou pelo menos na nossa cabeça sofre ou pode vir a sofrer e acabamos por alienar alguém que não o merece? Pelo menos é o que me dizem. Como é que sei se é merecido ou não? Não sei.
Como é que "ultrapassamos" ver alguém que cremos ser um ser humano dos mais puros a tomar tamanha atitude? Deixamos andar e já passou? Porque agora já não me faz diferença, mas no momento bateu, no momento magoou, no momento fez sofrer, fez voltar atrás. E agora?
Mas adiante... falando de bruxas, como é que podemos realmente ajudar alguém? Disseram-me no outro dia que não o conseguimos fazer sem primeiro estarmos nós bem. E percebo como na teoria pode ser difícil puxar alguém de um buraco estando nós lá também. Mas Nem todos estamos no mesmo buraco e em vez de puxar as pessoas, podemos empurrá-las para fora, fazer escadinha, qualquer coisa, que as ajude a subir. Mas qual é o impacto que isso tem sobre quem ajuda? Afunda mais o buraco ou o ajudar acaba também por curar um pouco do interior? E será que é isso que é preciso? Num mundo em que temos a certeza de que somos todos egoístas (ou alguns de nós têm a noção ou achamos que sim, como acontece com burros como eu) como é que deixamos os outros fazerem o que eles acham melhor mas que nos custa ver? Como aceitar quando alguém nos diz que há uma forma melhor de fazermos a nossa vida? Uma das frases que gosto mais de dizer e viver é "Há sempre uma forma de fazermos o que queremos da melhor forma possível para quem nos rodeia" maixomenos qualquer porra assim. Ou seja, podemos sempre tirar o melhor partido de cada situação e esse proveito ser nosso e dos outros. Mas o que fazer quando damos mais enfase ao proveito dos outros do que ao nosso? O que fazer quando o nosso propósito "temporário" é dar tudo aos outros? Fazer sempre o melhor para eles? Ter medo de qualquer decisão nossa pelo que afeta os outros?
Porque é que o que vejo como solução para mim é a pior das opções que pode haver para quem me rodeia? Como sacrificar o bem estar pelos outros mesmo quando este não chega para nos encher?
Sem comentários:
Enviar um comentário